Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006

PB

 

 

Desci as

e

 s

  c

   a

    d

     a

      s

em preto e branco das palavras.

 

o silêncio é

 

c  o  ri  d  o.

Escrito por ||Nat em 16:33:20 | Link permanente | Comments (3) |

Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006

Tenho mordido a vida de uma forma assustadora, como quem segura com os dentes as oportunidades que aparecem.
Tenho sido tão contraditória e complementar comigo mesma, que às vezes me amo e me odeio no mesmo instante.
Tenho andado por veredas inimagináveis, por caminhos indizíveis, no meio de olhares desconfiados.
Não me assusta a idéia do novo. Eu gosto do novo. Eu gosto desse gosto de coisa que nunca foi provada, coisa virgem.
Meto a língua em assuntos intragáveis. Não explico direito, prefiro que fique mal entendido, o que faz sentido nem sempre é sentido.
Meus lábios tocam, como se tocar fosse verbo intransitivo.
Tocam e só.
Tenho tido a inocência das primeiras vezes.
Tenho tido a paciência, o amor, a esperança das primeiras vezes.
Tenho florescido como rosas no meio do esterco, crescido em direção ao Sol.
Eu tenho sentido toda a exaltação do Sol da manhã, do inverno,  do agosto, da quentura seca e gostosa que cobre minha pele durante o dia.
Ouvido músicas.
Ouvindo sílabas.
Atonamente tônicas, e eu, barulhenta e atônita.
Que voz fina tenho ouvido, que coração sugar, que amor lindo tenho vivido.
Que calma e que presença divina tem tido os meus dias.
E a leveza da contemplação?
E a pureza da lágrima que não cai?
E a caricatura do hilário?
Vivo o tudo numa fração de segundo.
Vivo e tento ficar muda para explicar melhor essas sensações.
Mas não consigo.
Sou escrava dessas palavras, sou escrava da língua e dos dedos e do teclado.
Que sofrimento e delícia nesse delírio enterpecido que não explica-se com palavras!
Não espere minha conclusão.
O objetivo não é o final.
 
Escrito por ||Nat em 16:50:07 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

Ensaiando aprendizado

Ai como tenho a aprender!

Ter como solução a liberdade

Entendendo a construção do saber

Realizando a individualidade

Acreditando, mas na crença não me ater. 

Sou criança perante a eternidade,

Minha estrada, sigo certa, sem querer,

como um rumo que a vida me oferta, 

como o vento que me sopra onde quer...

Ai como eu tenho a aprender!

Paixão talvez seja prisão

Sinceramente isso eu quero transcender!

Sou pequena, tenho força, tenho fé

A sincronicidade me ajuda a enxergar

os efeitos cujas causas sou autora (ou atriz?),

Os tormentos que eu tenho de viver .

Ai como eu quero aprender!

Ai como eu quero aprender! 

Escrito por ||Nat em 15:54:03 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 16 de Maio de 2006

Clarão

Eu escolho a vida!            
ao amor, menos ferida.       

Desisto da dor,              
do desejo,                   
do pudor.                    

Sorrio para o natural:      
Quero não,                   
quero sim.                   

Suporto o querer             
Aprendo a entender           
Entendo o aprender.          

Me desfaço de mim,           
abraço o vital,              
coloco-me ao meio:           
entre os opostos             
me encaixo.                  

De laços?                    
Quero apenas os braços:      
Juntos e fortes e calmos... 


Eu escolho não saber!
Ao amor, menos orgulho.

Eu quero o prazer
da dança,
da flauta.

Choro pelo artificial!

Quero ser.

Quero agir.

Quero o suportar,
Prefiro não opinar,
Opto pelo não proferir.

Me encontro assim:
Vitalizando o abraço,
o meio me posiciona
entre o oposto do avesso,
na luz do encontro
de braços
que são como laços:
Calmos e fortes e juntos...

Escrito por ||Nat em 21:36:53 | Link permanente | Comments (2) |