Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006

Eu quero a tua boca no meu delírio
e meu lírio nas tuas mãos loucas
Desejo tua língua crua e macia
irradiando a vólúpia do beijo desesperado.

Eu quero, ah, como quero
o teu íntimo grudado no meu seio
o teu último suspiro no meu meio
meu gemido livre, encantado.

Quero a trança das pernas
o calor dos gritos
a vontade de morder, de dançar,
de trocar de posição
de apertar... ir fundo... mais fundo...
depois ir devagar...

Quero virar suor na cama
escorrer pelas suas costas
encostar nas minhas coxas
adentrar na minha "senvergonhice".

Quero tudo quanto posso
enfia tua mão no meu querer
esbofeteia meu querer
lava o meu querer com os teus membros enxarcados
enxarcados de nós.

Ah eu não quero diferenciar os cheiros
eu quero sentir essa coisa toda
quero sentir sua coisa toda
e nossos cheiros rebolando no quarto.

Quero a loucura
quero a doçura
quero quero quero
...
vou vou vou...
...

quero mais, vai!
Mais!
Coloca tudo o que puder
dentro de mim
Enfia nos meus poros teu deleite
Que o prazer vem vindo
Não demora, não demora
que eu tô afoita
não demora e eu perco o mundo
perco o chão
perco a cama
perco o espaço e o tempo.

Vem, vem junto comigo
pra lugar nenhum
pro gozo frenético e doido.

Aaaah...
depois vem dormir comigo
de conchinha.
Escrito por ||Nat em 19:12:56 | Link permanente | Comments (2) |

Quinta-feira, 10 de Agosto de 2006

Eu não sofro

Com KY desliza mais fácil

Pode falar as suas besteiras

que eu gozo. Gozo fácil.

Com KY vai mais gostoso.

Pode ser grosso. Pode ser rude

que eu gozo. Gozo gostoso.

Eu engulo as tuas faltas

os teus furos, tuas pautas

eu engulo até a tua mão na minha cara.

Ah, eu engulo e nem digo: pára!

Com KY vai mais macio.

Pode ficar indiferente,

pode xingar horas a fio,

me joga na sarjeta

- eu gozo no meio fio.

Com KY rola mais fácil:

vem fácil, vai fácil.

fica fácil com KY.

Eu não te amo.

Isso você não vai gostar de ouvir.

Nem com KY.

Te usar foi muito fáci...

Mas prefiro meus dedos.

 

 

Sem KY.

 

Escrito por ||Nat em 00:34:10 | Link permanente | Comments (2) |

Terça-feira, 08 de Agosto de 2006

Você me olha com esses seus olhos de dúvida

verdes -de esperança, e eu atuo, provoco.

Atuo num palco meu, delírios meus, devaneios meus.

Sonho lúcido. Eu no comando.

Os beijos?

Só se forem na maior classe.

Os pegas?

Só gosto dos que têm requinte.

Os desejos?

Apenas com sofisticação.

A regra?

Não ter juízo nenhum

Total desvario.

 

É assim que eu gosto.

É assim que eu gosto.

Escrito por ||Nat em 21:03:32 | Link permanente | Comments (1) |

Terça-feira, 23 de Maio de 2006

Fuga

Lábios mordidos
Não penso em nada
a não ser na luxúria de ser como sou
A noite vem vendada
De mãos amarradas
e eu tenho medo de tocá-la.
Vendo o meu trêmulo sorrido
ao vadio que passa falando sozinho
minhas mão roxas de frio
meu suor escorrendo
faz arder meus olhos
Estou pálida e nítida
No espelho faço caras e bocas e poses
Subtraio os gemidos pra mim mesma
O gozo vem frenético
entre toques e retoques
Distorcida a minha imagem
arrepio se me vejo
No disfoque, no molejo,
adormeço.
Vou na manha, amanhecida
De manhã, estarrecida
Nua, na minha cama
Rio da minha fama
E da noite que me amedrontava
Nessa eu monto e saio a galope
Vou-me embora viver meu dia...
Porque quando a noite vem, eu simplesmente
esqueço.
Escrito por ||Nat em 19:04:17 | Link permanente | Comments (4) |
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