Trote
Há um triste silêncio
Na selvageria aprisionada do cavalo
E na natureza exilada do homem
Há um triste cansaço
Que nunca descansará
Um homem e seu cavalo
Acompanhados um pelo outro
Separados de si mesmos
E entre si
Há um eterno sacrifício
Na selvageria aprisionada do cavalo
E na natureza exilada do homem
Há uma grande liberdade
Que nunca acontecerá
Um homem e seu cavalo
Ambos presos por rédeas curtas
- O cavalo pelo homem
- O homem pela vida
Há redenção demais
Na selvageria aprisionada do cavalo
E na natureza exilada do homem
Há uma similaridade que nunca se reparará
Um homem e seu cavalo
Ambos chegando a um mesmo destino
Sem desconfiarem disto jamais
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16:20:42
Centauro . Teu belo poema me lembra um deles.
Um abraços e parabéns