MAL.DITA
oi monstrinho, venha aqui, coisa feia da mamãe. seus olhos são pequenos e estão sempre reparando no outro: se são bons o suficiente, se são tão bons quanto você, se são piores do que você. sua boca maldiz meio mundo, e se não maldiz pra fora, ô coisa horrenda, maldiz pra dentro e te apodrece estômago, depois o apêndice, e arre!, você vai virando uma criatura cada vez pior. corro o enorme risco de perder o bico da teta na tua boca, coisa horrenda, mas vem cá que te dou de mamar: suga o que há de bom em mim, o que há de ruim em mim, o que há de mais-ser em mim, torna-te eu, me deixa ser você, faz sexo comigo escondido, traia todo mundo, teu melhor amigo, me faça gozar como uma cadela, coisa do demo, seja eu que eu sou sua, sou você, bela e fera à beça, desbeiçada, eu te dou a pele para que morda e fique roxa se você prometer que vai lamber, sorver, até inchar, até inchar, até quase explodir em contrações e gemidos. vem aqui com mamãe incestuosa, eu te aceito, oh renegada, injusticeira. hahahaha! todo mundo te abre as pernas achando que você é inofensiva mas ninguém sabe que o teu consolo tem um vírus letal, que as deixam doentes, atrofiando. o quê? não consegues mais olhar no espelho? te arrasto pelos cabelos que você insiste em arrumar, com essa maquiagem que insiste em usar, te obrigo a olhar: você sou eu e você é isso, é pegar ou sangrar. topa?