Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

ela

não me leve a sério
minha poesia não tem
critério
mistério
melodia
 
às vezes é omissa
às vezes transpassa
às vezes enguiça
 
não se ocupa
com nada além
de culpas e desejos
fracassos e fraquejos
 
ela é puro descaso
me rompe a casca
me vaza, me nasce
me deixa ao acaso
 
mas está sempre ali
à beira de mim
e da loucura
[companheira]
 
se aviva quando ganho
um pouco mais de mim
é é a cura quando eu perco
as estribeiras


Escrito por ||Nat em 13:44:23 | Link permanente | Comments (2) |

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Fiz um verso raso
Nada raro
Com tamanho
Despreparo
Só pra dizer
Que não sei rimar
 
Quem se importa?
A vida anda mesmo
Tão torta
Que ninguém vai reparar
Escrito por ||Nat em 12:04:51 | Link permanente | Comments (2) |

Nasci em cacos
Ou quebrei pelo caminho
Desde a infância
Cheia de ânsia
Sigo colando os fatos
Vejo fotos, ganho afetos
Não sei minha forma final
Só sei que sou de pedaços
Que às vezes parecem de aço
Às vezes um fraco bagaço
 
Mas não faz mal
Que eu seja assim
Em cada partícula
Sou inteira
Em cada princípio
Sou um meio
Para um fim


 
Escrito por ||Nat em 12:04:15 | Link permanente | Comments (0) |

Minha vida é
De ligar os pontos


                                                                                                Uns tão distantes


Dos outros
Que cansa muito fazer a linha
Minha vida é tão minha
Minha vida é este instante
 
Diante do papel
Sou criança
Em cada linha mal-traçada
Encontro comigo
Vou rabiscando
E nem tento não errar
Só me atento aos rabiscos
A figura vai surgindo
Não sei onde vai parar

Escrito por ||Nat em 12:03:07 | Link permanente | Comments (0) |
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