Tuesday, October 9, 2007

não gosto de me afogar em verdes ou azuis olhos

certas ondas não me aprazem

prefiro o negrume dos olhos profundos e negros

os que não enxergo o fim

os que não vejo a mim mesma espelhada

não gosto de grandes braços ou tórax grande

homens demais de grandes costumam ser homens de menos grandes por dentro

mas eu sempre reparo nas mãos, as mãos jamais mentem sobre um homem.

eu me deitei num raso e branco mar

de tão branco, não tiver medo de me afogar

porque o mar parecia brando

mas afundei e fui jogada contra a areia,

eu vi o sangue de minha veia sair pelo ralado no meu rosto e ombros.

loiros cabelos nunca fizeram as minhas íntimas partes pirarem de tesão

nem pequenas mãos.

 

 

mas eu amei um homem de cabelos claros, e ele me aprazia e me prazeirava até o fim, sem dó.

hoje, quero os morenos, mas só depois de não querer ninguém.

hoje é o meu tempo sempre presente, porque todo dia, é hoje.

 

 

 

quando chegará o amanhã? não sei.

Posted by ||Nat in 04:14:07 | Permalink | Comments (1) »

não quero um pau

nem ser a tal

não quero o mau

no seu quintal

não quero sal

nem carnaval

não sou cristal

sou infernal

eu não sou zen

não quero o bem

não quero nem

querer ninguém

não vou rimar

amor com dor

nem quero ver

o sol se por

eu não sei escrever

eu sei ser superficial

não entendeu?

pega eu, animal.

Posted by ||Nat in 04:05:47 | Permalink | No Comments »