Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

[ao passarinho que passou do meu lado e preferiu não voar pra longe]


passarinho

tem gaiola em volta

mas nunca vi

alma como a dele:

tão solta e calma.


 

passarinho

põe suas asas

em volta de mim

me deixa fazer ninho

no teu peito,

passarinho?

passarinho
o teu recanto

é o meu topo

o meu galho mais alto

o meu maior sentimento

o meu arauto

é teu e é você, passarinho


 

liberdade é o nome
de tua vida

ave, passarinho,

um dos motivos

da minha

Escrito por ||Nat em 13:55:58 | Link permanente | Comments (1) |

Domingo, 21 de Outubro de 2007

arte pela arte? prefiro permanecer em um mundo à parte. neste caso meu descaso: prefiro o apático ao fanático. hoje acordei nada artística bem pouco mística muito prosaica então não almejei nenhum hai kai nem quis ser religiosa nem laica mijei em casa entrei no ônibus varei cidade beijei meu pai
Escrito por ||Nat em 20:25:37 | Link permanente | Comments (1) |

Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

liberdade

cada palavra de liberdade
que você me diz
me faz acreditar
que o meu coração
é de amar a um homem livre também

você é livre, meu bem
assim, tão livre que é livre de mim
mas a falta de necessidade que temos
um do outro
faz com que desejemos
um ao outro

eu sou livre, refém
costura essa minha liberdade
à minha vida e aos seus passos.

nosso espaço
a gente conquista
passo-a-passo

somos recém chegados
tomamos o que é nosso por direito
nosso vínculo é um vinco no peito
enfeito o futuro com nosso legado
Escrito por ||Nat em 21:49:45 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 09 de Outubro de 2007

não gosto de me afogar em verdes ou azuis olhos

certas ondas não me aprazem

prefiro o negrume dos olhos profundos e negros

os que não enxergo o fim

os que não vejo a mim mesma espelhada

não gosto de grandes braços ou tórax grande

homens demais de grandes costumam ser homens de menos grandes por dentro

mas eu sempre reparo nas mãos, as mãos jamais mentem sobre um homem.

eu me deitei num raso e branco mar

de tão branco, não tiver medo de me afogar

porque o mar parecia brando

mas afundei e fui jogada contra a areia,

eu vi o sangue de minha veia sair pelo ralado no meu rosto e ombros.

loiros cabelos nunca fizeram as minhas íntimas partes pirarem de tesão

nem pequenas mãos.

 

 

mas eu amei um homem de cabelos claros, e ele me aprazia e me prazeirava até o fim, sem dó.

hoje, quero os morenos, mas só depois de não querer ninguém.

hoje é o meu tempo sempre presente, porque todo dia, é hoje.

 

 

 

quando chegará o amanhã? não sei.

Escrito por ||Nat em 01:14:07 | Link permanente | Comments (1) |
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