não gosto de me afogar em verdes ou azuis olhos
certas ondas não me aprazem
prefiro o negrume dos olhos profundos e negros
os que não enxergo o fim
os que não vejo a mim mesma espelhada
não gosto de grandes braços ou tórax grande
homens demais de grandes costumam ser homens de menos grandes por dentro
mas eu sempre reparo nas mãos, as mãos jamais mentem sobre um homem.
eu me deitei num raso e branco mar
de tão branco, não tiver medo de me afogar
porque o mar parecia brando
mas afundei e fui jogada contra a areia,
eu vi o sangue de minha veia sair pelo ralado no meu rosto e ombros.
loiros cabelos nunca fizeram as minhas íntimas partes pirarem de tesão
nem pequenas mãos.
mas eu amei um homem de cabelos claros, e ele me aprazia e me prazeirava até o fim, sem dó.
hoje, quero os morenos, mas só depois de não querer ninguém.
hoje é o meu tempo sempre presente, porque todo dia, é hoje.
quando chegará o amanhã? não sei.