Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006
Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006
O Anti-herói
Certo dia eu estava num lugar que me era completamente estranho e novo, com pessoas que eu não conhecia direito, um pouco receosa, um pouco observadora. Havia gargalhadas, pessoas no sofá, pessoas em volta da mesa da sala. Havia conversas paralelas.
Tinha uma moça morena, de cabelos curtos que a princípio me chamou a atenção: ela era espirituosa, dizia coisas engraçadas e me parecia ser dona de uma cultura útil.
Acendeu uma ponta e puxou com todo o fôlego. Não demorou muito a parecer patética. Não pela erva em si, mesmo que eu seja totalmente careta até gosto do cheiro, também do gosto que ela deixa na boca do meu namorado(...)
Aquela moça dizia que pintar as unhas de laranja era um ato anti-heróico. Que fumar maconha era ser anti-herói, e, meu Deus, ela disse que ser solteira e criar duas filhas era ser totalmente anti-herói.
Não gosto de pessoas qeu se auto entitulam algo que elas mesmas adimiram. Papel ridículo, parece criança que ao brincar quer ser aquela personagem de impacto que mais lhe impressionara no filme que acabara de assistir.
Qualquer adolescente fuma maconha. Não todos, mas qualquer um pode, e isso não é sinal de nada.
Não significa nada. Não difere nada.
Pintar as unhas de laranja? Eu pintei, e depois ainda dei um efeito marmorizado por cima. Por sinal, pintei há duas semanas, mas ainda restam alguns borrões no centro das unhas. Preciso comprar acetona e algodão.
Quanto as mães solteiras: hoje o difícil é encontrar as (bem) casadas.
Envergonhei-me por ela. Por todas as pessoas que estavam lá e que riam das suas piadinhas cult que ela fazia minuto após minuto.
Ali, ninguém me entenderia, e eu não teria a coragem suficiente para ter um ato anti-heróico e delatá-la, na frente de todos, com a (falta de) educação que eu achava que ela merecia. Mas parecia haver ali alguém invisível, que ria da minha pessoa -eu, que fingia achar tudo o que ela dizia normal, sem dar um pio, com uma expressão muito corriqueira.
Realmente, eu não quero definir o anti-herói.
Mas definitivamente, ela não o é.
Não mesmo.
Uma pessoa que necessita do olhar e da aprovação dos outros jamais será um anto-herói aos meus olhos.
Eu não sou anti-heroína.
e meu lírio nas tuas mãos loucas
Desejo tua língua crua e macia
irradiando a vólúpia do beijo desesperado.
Eu quero, ah, como quero
o teu íntimo grudado no meu seio
o teu último suspiro no meu meio
meu gemido livre, encantado.
Quero a trança das pernas
o calor dos gritos
a vontade de morder, de dançar,
de trocar de posição
de apertar... ir fundo... mais fundo...
depois ir devagar...
Quero virar suor na cama
escorrer pelas suas costas
encostar nas minhas coxas
adentrar na minha "senvergonhice".
Quero tudo quanto posso
enfia tua mão no meu querer
esbofeteia meu querer
lava o meu querer com os teus membros enxarcados
enxarcados de nós.
Ah eu não quero diferenciar os cheiros
eu quero sentir essa coisa toda
quero sentir sua coisa toda
e nossos cheiros rebolando no quarto.
Quero a loucura
quero a doçura
quero quero quero
...
vou vou vou...
...
quero mais, vai!
Mais!
Coloca tudo o que puder
dentro de mim
Enfia nos meus poros teu deleite
Que o prazer vem vindo
Não demora, não demora
que eu tô afoita
não demora e eu perco o mundo
perco o chão
perco a cama
perco o espaço e o tempo.
Vem, vem junto comigo
pra lugar nenhum
pro gozo frenético e doido.
Aaaah...
depois vem dormir comigo
de conchinha.
e meu lírio nas tuas mãos loucas
Desejo tua língua crua e macia
irradiando a vólúpia do beijo desesperado.
Eu quero, ah, como quero
o teu íntimo grudado no meu seio
o teu último suspiro no meu meio
meu gemido livre, encantado.
Quero a trança das pernas
o calor dos gritos
a vontade de morder, de dançar,
de trocar de posição
de apertar... ir fundo... mais fundo...
depois ir devagar...
Quero virar suor na cama
escorrer pelas suas costas
encostar nas minhas coxas
adentrar na minha "senvergonhice".
Quero tudo quanto posso
enfia tua mão no meu querer
esbofeteia meu querer
lava o meu querer com os teus membros enxarcados
enxarcados de nós.
Ah eu não quero diferenciar os cheiros
eu quero sentir essa coisa toda
quero sentir sua coisa toda
e nossos cheiros rebolando no quarto.
Quero a loucura
quero a doçura
quero quero quero
...
vou vou vou...
...
quero mais, vai!
Mais!
Coloca tudo o que puder
dentro de mim
Enfia nos meus poros teu deleite
Que o prazer vem vindo
Não demora, não demora
que eu tô afoita
não demora e eu perco o mundo
perco o chão
perco a cama
perco o espaço e o tempo.
Vem, vem junto comigo
pra lugar nenhum
pro gozo frenético e doido.
Aaaah...
depois vem dormir comigo
de conchinha.

