Monday, December 18, 2006

Te esperar?

Não, não! Prefiro temperar!

Temperar outros pratos, me desculpe, você não é o principal.

Tempero com pêra e sal.

E vou degustando o sabor de novidade da vida.

Eu adoro as novidades loucas da vida.

Como-as como manga, melecando a boca

manchando as mangas da sua blusa branca que esqueceu em casa.

Eu adoro melecar, molecar.

E vou fazendo isso aos pulos, de homem em homem,

feito uma gazelinha que tenta se encontrar num campo cheio de mato pra comer,

como ela, eu não sei por qual arbustro começar.

Mas eu estou temperando, e não te espero,

que eu encontrei um homem que jamais me tocou embaixo da cintura

homem, que homem, que delícia de candura!

Que perdure esta gostosura entre nós dois, homem e mulher.

Porque se um dia ele me tocar, vou comê-lo de colher, garfo, faca, com as mãos, sem as mãos.

Enfim.

Que perdure esta candura, porque os meus antigos pratos nunca me respeitaram!

Foram pratos porcos!

E eu já cuspi neles, hoje tenho compaixão…

porque sou vegetariana.

E adoro meu arbustrinho verde, que ainda não amadureceu, adoro comê-lo com os beijos adocicados de mato verde, adoro olhá-lo nos olhos e ficar apenas nessa deliciosa pureza.

Que dure, antes de a pureza mole ficar dura!

Que dure a inocência antes da perdição!

Que dure, antes que endureça, na minha mão.

 

 

 

Posted by ||Nat in 16:39:05 | Permalink | Comments (2)