Wednesday, November 8, 2006

Sincronicida:
 
 
Não mate a cobra que vai te dar o bote
 
 
Não fosse Eva ter mordido a maçã
 
                                                                    Não                    essa
                                                                               haveria                 vida
 
 
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Posted by ||Nat in 23:27:03 | Permalink | Comments (1) »

Eu vivo a procura
de respostas
e curas
pra quem não tem perguntas
nem feridas.
Eu vivo achando valor
no lixo das pessoas
e vivo sorrindo
e achando que eles
são lindos.
São lindos enganos meus
colhidos podres
revertidos em
maravilhosos e doces.
Eu vivo a procura
do sorriso
do esplendor
da totalidade
do precioso
do ponderado
do preciso
e só encontro o malgrado
o misterioso
o indeciso.
Eu corro e subo o morro
e quase morro de tão fatigada
e minha testa suada
e minhas pernas bambeadas
e meu sorriso castigado
e meu amor imprudente
e minhas mãos indecentes
e tudo, tudo tão valioso e valente
tudo tão coragem
e
i n o c e n t e.
 
Vitórias minhas
sobre mim, deitam em mim
pisam em mim
me sacodem daqui pra acolá
e brincam comigo
fazendo-me dormir
depois acordar.
Ir depois recuar.
Partir depois voltar.
Parir depois matar.
 
Vitórias que fazem de mim
a vencedora
a escolhida
e tecelã
e irmã
e filha
e amiga.
 
Lágrimas.
 
Realidade e fantasia.
Escolhes feitas. Demagogia.
 
Não, não, não, não hipocrisia
não crio esta criatura
fria.
 
Eu quero amar, há mar salgado em todo esse meu
doce melado de amor
amor de mel
dentro do amor do mar salgado de cor de aspirina quando borbulha n’água.
Eu minto e finjo que minto
Porque estou feliz
E sinto
e sinto
e sinto
que minto.
Desvairada
e desvariada
e avariada.
Cuidado que a minha insanidade é máscara e esconde e esconde e esconde.
Tô gaga
Tô gaga
Tô gaga.
Gágágágága.
Que eu esteja gaga infinitamente do amor que sinto.
Pra sempre.
 
E nunca mais finja que minta
e que sempre sinta.
E sinta
e sinta.
 
E nunca mais minta que finja.
Posted by ||Nat in 00:46:56 | Permalink | No Comments »