Thursday, November 30, 2006

eLê

Querência é carência?

   quis porque kiss um beijo deLê e não silenciei:

                      falei que kiss

FALO

que quero!

Quero, FALO,                             espero.

Non sense não é inocência:

“si “Lê” em si o” grito do susto,

demência & Cia.

Querência é carência?

… porque quero eLê belo…

quero o elo,

quero o zelo,

quero-Lê, quero-Lê,

quero tê-lo segurando em minha mão.

Entrando dentro de mim

Lê quero no meu colchão. Entre minhas coxas

Apesar dos poxas e ais. Quero sempre e quero mais.

Basta! Não te faça de besta que isto é uma bosta! Meu busto

sente falta da tua língua

e eu mínguo se eLê não está aqui, perto e certo.

E laiá ! E leLê.

Não me liga, não me segue…

e eu tenho que seguir sem eLê.

BORA pra frente, oras bolas, que vai dar pé!

Freneticamente bola pra frente. Não é?

Posted by ||Nat at 14:32:15 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, November 28, 2006

Minha boca enorme, minhas palavras imensas. Meu cansaço.

Meu silêncio e minhas repetições.

Posted by ||Nat at 14:44:43 | Permalink | No Comments »

À Clarice

,Clarice

é tudo culpa tua

a minha sandice

no meio da rua

Clarice

como não bastasse

minha insanidade crua

tua mulherice

bateu à minha porta, nua.

Clarice, uma vez pedi socorro

porque esqueci-me de você

e comi um ovo

:

clara e gema e meiguice.

Clarice

e se o mundo acabasse

num gole de whiski de Ulisses?

Ia ser cruel, Clarice,

chegar ao céu e não ver a claridade

da tua sensibilidade

confundida com minha tolice.

Clarice,

e se eu não escrevesse e se

o vento não ventasse e se

a água não aguasse

e se, e se, e se, hein Clarice?

Ai de nós

se deixados a sós

você não existisse,

Clarice.

 

Posted by ||Nat at 14:08:27 | Permalink | Comments (1) »

Hoje acordou

Botou Ana Carolina pra tocar

mas não é que essa menina

estava triste,

é que existe

muita coisa pra lembrar.

A canção tocou na hora errada

mas a menina ensolarada

não teve vontade de chorar.

Depois Cazuza

pra lambuzar o rosto

do gosto de viver intensamente.

E Calcanhotto

porque sua vontade era

ter seu garoto ao seu lado.

Por fim Lenine

e gritando :

me gire,

me beije,

me nine,

o peito apertou de saudade.

Era um dia que ela não queria sair só,

mas não tinha escolha.

Teve de ir.

Posted by ||Nat at 12:00:49 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, November 22, 2006

Rosa de Rodas

Não te interessa ler tudo isso, não leia. O que eu vou escrever vai lhe parecer chato e maçante, e você não vai entender nada, mas se há algo de sensível dentro de você, sei que permanecerá aí até o último sinal, a última letra, o último ponto. Caso contrário não me é interessante que você continue lendo, mude de página, abra o orkut, a sua caixa de mensagem no e-mail, desligue o micro, mas não se deixe levar pelas minhas palavras que para você serão inúteis.

Fique aí, porém, se houver identificação sensível comigo. E eu nem sei por que comecei o meu ensaio desta maneira defensiva e quase agressiva de dar boas vindas. Talvez até saiba, mas sobre isso não quero escrever agora.

Sinto que a poesia transpassa a minha vida de uma maneira tão expressiva que necessito juntar as letras para formar os sentimentos vermelhos ou violetas, que são do meu jardim da vida.

A rima já não tem pra mim tanto valor, o que me atrai e distrai é a plasticidade que as emoções têm quando colocadas através das palavras escritas. A plasticidade e a elasticidade mole que têm os sentimentos, como café expresso indica um amargo gostoso acompanhado de chantili em algumas manhãs que não são minhas, mas são das pessoas que trabalham e moram sós, e vão à lanchonete dar bom dia ao senhor que fica atrás do balcão, lendo o jornal.

Sou tomada por uma nostalgia que existe em tudo e antes mesmo de eu existir.

A nostalgia do silêncio das horas que passaram, dos gritos que as horas me dão e me doem aos ouvidos cansados de ouvir tanta falta de sonoridade.

A delicadeza do meu feminino eu fito no espelho. Eu sou despida de toda a vulgaridade que a minha mãe sempre achou que as mulheres têm, eu sou despida de todo o preconceito incutido por ela dentro do meu ser psicologicamente formado, eu abro as minhas pernas nuas diante do espelho e olho para toda aquela proibição, e me demoro a aceitar-me mulher, da maneira que eu e ela somos. Pra ela todas nós somos criminosas.

Todas nós pecamos e mesmo que ela tente parecer a si mesma alguém dos tempos modernos, ela é tão antiga que é mais antiga que a minha avó, porque a minha avó era uma mulher que se orgulhava de ser mulher, ou até não se orgulhasse, mas se sentia mulher e se sentia bem por isso.

Eu sempre fui uma menina com o sexo igual ao que aparece no filme do Almodóvar, aquele sexo liso que não tem a carne específica do prazer da mulher. A minha mãe me fez acreditar que eu era daquela maneira, ela tinha vergonha de possuir o que possuía no meio de suas carnes, e eu era muito curiosa.

Queria saber como era, se era igual a minha, porque, mesmo me sentindo uma criminosa, eu pegava um espelhinho e colocava embaixo de mim para perceber as minhas formas. Só que eu não sabia se aquelas formas estavam certas, precisava ver as da minha mãe.

Queria me sentir bem com aquilo que eu tinha. Mas eu cresci com a curiosidade que só foi saciada mais tarde.

Um recalque. Sendo desfeito hoje. Então eu fito a delicadeza do meu feminino. Não só do feminino que habita entre minhas coxas, mas o feminino da curva que tem meu sorriso, da ponta do meu nariz empinado, dos meus olhos que lembram algo a alguém que eu nunca sei dizer bem o que é, mas pode ser algo de melancolia.

Percebo o meu cabelo liso e castanho, as minhas saboneteiras, meus ombros e sua altivez e a imponência da minha barriga nem gorda nem magra.

Eu me olho, e dispo-me dessas vulgaridades todas que a vida colocou na minha cabeça, e ela própria tem tirado.

Penso, com ajuda e interpretação até de amigos, que meu pai é mais feminino que minha mãe. Entende mais de mulher do que ela. Mas não sei falar sobre isso, senão pelo fato de que ele me fazia cócegas quando pequena e eu ria de tanto prazer.

O contato íntimo que quase nunca tive com a minha mãe foi suprido pelo meu pai.

Hoje passei o dia com o meu pai, está aí o porquê de tantos pensamentos.

Ele é delicado como uma rosa, os ventos mais invelozes são capazes de machucá-lo. Mas é uma rosa que sabe dar carinho com suas cores e seus aromas intensos. Sabe apaziguar um dia conturbado. E sabe silenciar.

Meu pai é uma rosa.

Minha mãe é um carro que ronca pra lá e pra cá e vive quebrado, na garagem.

Quem sou eu?

Uma rosa de rodas.

Eu sou uma rosa que ronca. Só que eu uso as rodas pra rodar o mundo. Se não o mundo de fora, o de dentro. Sou uma rosa que roda e que enfia os espinhos nas pessoas sem dó, mas cheia de culpas. Uma rosa culpada de rodas.

Rosa cujas rodas rodam por cima, por entre, por baixo e pelo meio das pessoas.

Uma rosa que levou um puxão na pétala, que ficou meio caída, naquele cai-não-cai da vida. A minha pétala quase quebrada eu carrego com cuidado.

Às vezes penso que seria melhor arrancá-la de uma vez, mas como uma rosa que não tem braços vai arrancar sua pétala quase despetalada? Só o tempo tira essa petalazinha, coitada, do cai-não-cai da vida. Enquanto o tempo não cumpre o destino, eu carrego a pétala defeituosa com carinho, depois de tanto odiá-la por me fazer diferente das outras rosas que existem por aí.

Eu odiava a pétala e as minhas rodas.

Hoje não mais. Quando mais pétalas me forem arrancadas, mais conhecerei onde os beija-flores beijam. Acho que ali é o alimento do amor. O meinho da flor. Ele é sempre encoberto pelas pétalas.

Às vezes beija-flores tentam me beijar o meinho. Poucos conseguem botar seus bicos no lugar certo. E os que conseguem me marcam com um furinho ali. No centro da alma da rosa.

Falar de beija-flores é complicado agora. Porque eu sou uma rosa com rodas e os beija-flores não acompanham os caminhos percorridos pelas minhas rodas. Eles só sabem vir e beijar e ir pra casa, depois, voltam ao mesmo lugar, mas eu fui embora porque tenho rodas, não é minha culpa. Eu sempre vou embora.

Vou embora porque tenho rodas.

Não sei até quando vou ser meio a meio.

Eu quero criar raízes.

E parar de rodar.

Posted by ||Nat at 19:33:38 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, November 21, 2006

Farta

Estou farta do fardo,

Da carga, da carta,

Da merda.        

Estou farta do cansaço

Do inchaço

De Picasso

Do que faço.

Estou inundada das coisas que quero

Enjoada delas porque as respiro o tempo todo

Gozando do prazer erótico de tê-las dentro de mim

Todo o tempo.

É isso. Eu gozei muitas vezes com elas,

As idéias tocaram-se e amaram-se tanto dentro de mim

Que eu fiquei relaxada e com vontade de dormir.

Eu vivi a minha vida toda em pensamentos, já.

Parece que não preciso viver fora o que já vivi dentro. Seria repetir.


 

Eu estou vazia, e nunca me senti tão cheia.

Estou cheia e me sentindo incompleta.

Estou repleta do nada, que às vezes, é tudo para mim.

 

Eu quero sempre mais aquilo do que isto.

Mais aquele do que este.

Mais lá do que aqui.

 

O meu querer é tão inútil quanto o olhar que eu dou para o mundo ao meu redor.

Afeta a minha vida da mesma maneira.

Meus dedos não correspondem aos meus pensamentos.

 

Engraçada essa tecnologia, antes os poetas iam ver o mar pra escrever, hoje sentam à cadeira, na frente de um microcomputador.

 

Nem sempre.

 

Mas eu não quero falar sobre isso.

Quero dizer que eu estou farta de viver as possibilidades em meus pensamentos, caindo depois na realidade exterior, imaginando que tudo aquilo foi um sonho.

 

Farta de sempre reagir da mesma maneira às situações que me aparecem.

Alguém me salve de mim.

 

Alguém me dá um novo conceito e visão sobre as coisas, porque as minhas estão enferrujadas.

 

Alguém me aponta uma cor nova no céu.

 

Alguém aponta o dedo pra mim e me fala uma coisa sobre o meu ser que eu não saiba?

Fala que eu sou pedófila, fala que eu sou cruel, que eu sou racista?

 

 Homossexual?

 

Fala alguma coisa inesperada sobre mim?

Porque eu sou a mesma pessoa todos os dias.

E estou cansada.

 

Posted by ||Nat at 19:16:39 | Permalink | Comments (1) »

Friday, November 17, 2006

E u    a m e i    o s    t e u s    s o r r i s i n h o s    h o j e
 
e  n  q  u  a  n  t  o      f  a  z  í  a  m  o  s        a  m  o  r      d  e      m  a  n  h  ã  z  i  n  h  a.
 
Os teus sentimentos estavam ali,       n   a       t   u   a      b   o   c   a,
 
m i s t u r a d o s    c o m    a s    s e n s a ç õ e s     do meu corpo nu soobre o teu.
Eu segurava o seu       r    o   s   t   o     com as duas mãos
e     s e n t i a    e m  minha pele fina    a    t u a    b a r b a    p o r    f a z e r.
 
Te acho lindo quando     n    ã    o         faz    a     b a r    b   a…
 
Fica com uma cara de homem malandro,
 
pa  re   ce     que  vai me morder,       a   per    taaar,
 
 
 
e me morde e apeeeeerta.
 
A
 
D
 
O
 
R
 
O
 
quando você fica só de cueca. Eu fricciono-me ali, indo e    v i n d o,  causando-me um terremoto de explosões sensatoriais, que me deixam com vontade de te pegar e     l  a  m  b  e  r.
 
 
Mas não somos só isso, porque você   S orriA,    e eu  também.
                                                                    
 
 
Era um    R           O  espontâneo e incontido.
                   I    S
 
Revelador? Não, revelamor.
 
 
 
U  m    s  o  r  r  i  s  o    d  e      s  a  t  i  s  f  a  ç  ã  o     e    a  g  r  a  d  e  c  i  m  e  n  t  o    p  o  r    e  s  t  a  r  m  o  s
JUNTOS.
 
 
 
Era o mesmo sorriso de quando estamos no meio de uma multidão, mas estamos juntos.
 
 
Sorriso de plenitude e conforto emocional.
 
 
Nós acordamos e trocamos os beijinhos mais i n o c e n t e s    e    s i n c e r o s.
 
 
 
EU    A  M  O    essa pura inocência intocada.
 
A m o    a invasão da tua timidez quando meu olhar te    f  i  t  a,    N U.

Essa     pu   re   za   e inocência intocada. Eu te amo, de um grave amor, grave e    g ra  nd  e. A m o    v o c ê    A l e x a n d r e.

Posted by ||Nat at 23:56:17 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, November 14, 2006

Eu sei amar profundamente.
De repente alguém que me desperta a vida
entra em minha guarida
e esquece onde a saída fica.
Sem identificar a razão nisso tudo
eu permaneço entorpecida de tudo,
e se mudo e olvido as lembranças
do último amor que tive, é para contruir novas memórias
desse novo que chega e pacifica o que era sofrimento.
Me torno muda, calada de passado
porque eu também sei esquecer a dor
pra inventar um amor que vem.
Eu sei desviar dos espinhos dos caminhos idos
que às vezes o pensamento insiste em lembrar
e repercorrer,
mas também sei aproveitar o mesmo caminho
para colher as flores que ignorei
enquanto vagava por ali
anestesiada de realidade…
Observo as cores,as pétalas,
absorvo com minhas narinas o cheiro laranja de calor e alegria.
Deito-me no chão verde de terras férteis da minha memória
e olho o céu que tinha esquecido de ver
quando era realidade vivida, e ainda não lembrança.
Colho esses flashbacks e monto um ramalhete de recordações,
encho um vaso d’água e o coloco na mesa da sala
como se fosse um lembrete para não cair nos mesmos erros.
Eu sei amar profundamente, mas eu sei esquecer
embora eu me doa, e chore, e grite por dentro
em algum tempo me recupero, mas eu sei amar profundamente.
Eu sei sofrer profundamente, mas eu sei emergir dos fundos.
Sei virar barquinho na superfície da água
e ir pra onde o vento ou a onda me levar.
Eu sei amar profundamente,mas eu sei sofrer quando acaba, mas eu sei esquecer quando chega um novo amor, mas eu sei viver quando não há nem amor, nem sofrimento.
Eu sei ser leve, leviana, levada pela vida.
E sei lavar as minhas mãos quando o alívio não depende de mim.
Eu sei ser feliz, ser triste e não ser nada.
Sei correr para chegar lá, mas também sei desistir, e também sei não querer um objetivo.
Sei andar de olhos fechados, eu sei tropeçar e cair e levantar, mas também sei caminhar com cuidado.
Eu sei encarcerar pessoas através da liberdade, e sei como ninguém afastar pessoas sufocadas de mim, e sei como é não possuir as chaves das algemas.
Eu sei amar profundamente, e sei sofrer profundamente, e sei nem isto, nem aquilo.
Eu sei, como Hilda, afagar a cabeça de um cão na madrugada, mas sei virar o rosto ao me deparar com um mendigo, e sei chorar por ser tão mesquinha.
Sei fazer amor, sei fazer sexo, e sei como é nem sentir desejo.
Eu sei sentir profundamente, sei mentir sentimentalmente, sei dizer a verdade cruelmente.,
mas eu nunca posso chegar no fundo do meu mar, nunca cheguei no fundo de mim mesma, nunca toquei o chão mais profundo, eu não sei dos animais que me habitam as profundezas, eu não sei dos corais, das cores que há nas sombras de minhas profundidades, afundo até certo ponto mas meus ouvidos começam a doer, e eu sinto a pressão de todo o mar em cima da minha cabeça, e a luz do meu conhecimento é insuficiente para iluminar a amplidão escura do oceano cheio de mistérios que sou eu.
E desmaio em sonhos incompreensíveis aos meus cinco sentidos da carne.
Eu não sei das minhas profundezas,
mas sei sentir profundamente…
 
Posted by ||Nat at 20:09:54 | Permalink | Comments (2)

Monday, November 13, 2006

Amiga:

Esses meus versos! São eles os cúmplices das minhas loucuras todas, minha amiga.

São eles, os versos, somente eles e você, que fazem companhia aos meus poemas de amor, e aos meus calores, e rumores, e dúvidas, e dádivas, às minhas estrias no coração.

Amiga, dói amar, não dói? E dói saber-se culpada por tudo. C-U-L-P-A-D-A !

Ah, quanta culpa me faz prisioneira na penitenciária dos meus pensamentos. O pior é que eu não tenho boas maneiras que poderiam amenizar o tempo da minha pena. Meu comportamento é péssimo, e por mais que eu saiba que eu mereço essas grades e essas algemas que prendem os pulsos dos meus sentimentos, insisto em querer apressar a minha vítima, que também é meu juiz, no meu julgamento.

É justo, amiga minha, a vítima ser meu juiz?

Eu não acho muito justo, mas quem sou eu pra falar de justiça?

Adianta eu pedir perdão? Eu queria pagar penitências de amor àquele que prejudiquei, para acabar logo com essas confusões, mas o juiz afastou-o de mim. E o juiz é ele mesmo a vítima.

Eu preciso de um advogado que seja a favor não da segunda chance, mas da milésima chance a uma pecadora criminosa.

Já estou disposta a prestar serviços a minha vítima: com beijos, palavras, poesias de presente, muita doçira e delicadeza de gestos, com amor e uma pitada de cama e apertos, saculejos e sacanagenzinhas também, porque eu adro apertá-lo entre minhas coxas e friccionar meu sexo nele e ver-lhe a carinha de homem que gosta de umas safadezas de amor, até que eu goze ouvindo sua voz de homem, falando rouco e baixo e louco no meu ouvido:

Goza, Ná! Goza, Ná… 

 

Ah… essa penitência não é um castigo, mas a falta dela, sim!

Eu quero um advogado, amiga! Um que já tenha feito sofrer e depois sofrido por amor!

 

Você conhece alguém?

Posted by ||Nat at 19:03:55 | Permalink | Comments (2)

Hoje eu sonhei que um passarinho
pousava no meu quintal.
Eu o alimentava
e ele, de mansinho, chegava pertinho
com medo ainda de eu fazê-lo algum mal.
O passarinho pousou no meu dedo
e eu acariciei a sua cabecinha
cheia de penas - era uma andorinha
pequena.
Ele voou indo embora
mas eu assobiei
e ele voltou.
Reconheceu no meu dedo a amizade de liberdade
de voar pra onde quisesse
sem censuras ou limites de vôo.
Eu sorri feliz, porque ele confiou em mim.
O pássaro pousou no meu dedo, voou e voltou.
E depois poderia ter voado novamente mas não quis.
Você pode ser um pássaro livre ao meu lado, se quiser.
Eu não vou te prender, te enjaular.
Só vou te dar a minha amizade
pra que confie sempre.
E se eu precisar de você, eu assobio e você vem.
 
 
 
Você vem?

 

Posted by ||Nat at 15:52:32 | Permalink | No Comments »