Thursday, August 31, 2006

Tenho mordido a vida de uma forma assustadora, como quem segura com os dentes as oportunidades que aparecem.
Tenho sido tão contraditória e complementar comigo mesma, que às vezes me amo e me odeio no mesmo instante.
Tenho andado por veredas inimagináveis, por caminhos indizíveis, no meio de olhares desconfiados.
Não me assusta a idéia do novo. Eu gosto do novo. Eu gosto desse gosto de coisa que nunca foi provada, coisa virgem.
Meto a língua em assuntos intragáveis. Não explico direito, prefiro que fique mal entendido, o que faz sentido nem sempre é sentido.
Meus lábios tocam, como se tocar fosse verbo intransitivo.
Tocam e só.
Tenho tido a inocência das primeiras vezes.
Tenho tido a paciência, o amor, a esperança das primeiras vezes.
Tenho florescido como rosas no meio do esterco, crescido em direção ao Sol.
Eu tenho sentido toda a exaltação do Sol da manhã, do inverno,  do agosto, da quentura seca e gostosa que cobre minha pele durante o dia.
Ouvido músicas.
Ouvindo sílabas.
Atonamente tônicas, e eu, barulhenta e atônita.
Que voz fina tenho ouvido, que coração sugar, que amor lindo tenho vivido.
Que calma e que presença divina tem tido os meus dias.
E a leveza da contemplação?
E a pureza da lágrima que não cai?
E a caricatura do hilário?
Vivo o tudo numa fração de segundo.
Vivo e tento ficar muda para explicar melhor essas sensações.
Mas não consigo.
Sou escrava dessas palavras, sou escrava da língua e dos dedos e do teclado.
Que sofrimento e delícia nesse delírio enterpecido que não explica-se com palavras!
Não espere minha conclusão.
O objetivo não é o final.
 
Posted by ||Nat at 19:50:07 | Permalink | No Comments »

Tuesday, August 29, 2006

O Anti-herói

Certo dia eu estava num lugar que me era completamente estranho e novo, com pessoas que eu não conhecia direito, um pouco receosa, um pouco observadora. Havia gargalhadas, pessoas no sofá, pessoas em volta da mesa da sala. Havia conversas paralelas.

Tinha uma moça morena, de cabelos curtos que a princípio me chamou a atenção: ela era espirituosa, dizia coisas engraçadas e me parecia ser dona de uma cultura útil.

Acendeu uma ponta e puxou com todo o fôlego. Não demorou muito a parecer patética. Não pela erva em si, mesmo que eu seja totalmente careta até gosto do cheiro, também do gosto que ela deixa na boca do meu namorado(…)

Aquela moça dizia que pintar as unhas de laranja era um ato anti-heróico. Que fumar maconha era ser anti-herói, e, meu Deus, ela disse que ser solteira e criar duas filhas era ser totalmente anti-herói.

Não gosto de pessoas qeu se auto entitulam algo que elas mesmas adimiram. Papel ridículo, parece criança que ao brincar quer ser aquela personagem de impacto que mais lhe impressionara no filme que acabara de assistir.

Qualquer adolescente fuma maconha. Não todos, mas qualquer um pode, e isso não é sinal de nada.

Não significa nada. Não difere nada.

Pintar as unhas de laranja? Eu pintei, e depois ainda dei um efeito marmorizado por cima. Por sinal, pintei há duas semanas, mas ainda restam alguns borrões no centro das unhas. Preciso comprar acetona e algodão.

Quanto as mães solteiras: hoje o difícil é encontrar as (bem) casadas.

Envergonhei-me por ela. Por todas as pessoas que estavam lá e que riam das suas piadinhas cult que ela fazia minuto após minuto.

Ali, ninguém me entenderia, e eu não teria a coragem suficiente para ter um ato anti-heróico e delatá-la, na frente de todos, com a (falta de) educação que eu achava que ela merecia. Mas parecia haver ali alguém invisível, que ria da minha pessoa -eu, que fingia achar tudo o que ela dizia normal, sem dar um pio, com uma expressão muito corriqueira.

Realmente, eu não quero definir o anti-herói.

Mas definitivamente, ela não o é.

Não mesmo.

Uma pessoa que necessita do olhar e da aprovação dos outros jamais será um anto-herói aos meus olhos.

Eu não sou anti-heroína.

Posted by ||Nat at 02:49:37 | Permalink | Comments (1) »

Monday, August 28, 2006

Eu quero a tua boca no meu delírio
e meu lírio nas tuas mãos loucas
Desejo tua língua crua e macia
irradiando a vólúpia do beijo desesperado.

Eu quero, ah, como quero
o teu íntimo grudado no meu seio
o teu último suspiro no meu meio
meu gemido livre, encantado.

Quero a trança das pernas
o calor dos gritos
a vontade de morder, de dançar,
de trocar de posição
de apertar… ir fundo… mais fundo…
depois ir devagar…

Quero virar suor na cama
escorrer pelas suas costas
encostar nas minhas coxas
adentrar na minha “senvergonhice”.

Quero tudo quanto posso
enfia tua mão no meu querer
esbofeteia meu querer
lava o meu querer com os teus membros enxarcados
enxarcados de nós.

Ah eu não quero diferenciar os cheiros
eu quero sentir essa coisa toda
quero sentir sua coisa toda
e nossos cheiros rebolando no quarto.

Quero a loucura
quero a doçura
quero quero quero

vou vou vou…

quero mais, vai!
Mais!
Coloca tudo o que puder
dentro de mim
Enfia nos meus poros teu deleite
Que o prazer vem vindo
Não demora, não demora
que eu tô afoita
não demora e eu perco o mundo
perco o chão
perco a cama
perco o espaço e o tempo.

Vem, vem junto comigo
pra lugar nenhum
pro gozo frenético e doido.

Aaaah…
depois vem dormir comigo
de conchinha.

Posted by ||Nat at 22:12:56 | Permalink | Comments (2)

Eu quero a tua boca no meu delírio
e meu lírio nas tuas mãos loucas
Desejo tua língua crua e macia
irradiando a vólúpia do beijo desesperado.

Eu quero, ah, como quero
o teu íntimo grudado no meu seio
o teu último suspiro no meu meio
meu gemido livre, encantado.

Quero a trança das pernas
o calor dos gritos
a vontade de morder, de dançar,
de trocar de posição
de apertar… ir fundo… mais fundo…
depois ir devagar…

Quero virar suor na cama
escorrer pelas suas costas
encostar nas minhas coxas
adentrar na minha “senvergonhice”.

Quero tudo quanto posso
enfia tua mão no meu querer
esbofeteia meu querer
lava o meu querer com os teus membros enxarcados
enxarcados de nós.

Ah eu não quero diferenciar os cheiros
eu quero sentir essa coisa toda
quero sentir sua coisa toda
e nossos cheiros rebolando no quarto.

Quero a loucura
quero a doçura
quero quero quero

vou vou vou…

quero mais, vai!
Mais!
Coloca tudo o que puder
dentro de mim
Enfia nos meus poros teu deleite
Que o prazer vem vindo
Não demora, não demora
que eu tô afoita
não demora e eu perco o mundo
perco o chão
perco a cama
perco o espaço e o tempo.

Vem, vem junto comigo
pra lugar nenhum
pro gozo frenético e doido.

Aaaah…
depois vem dormir comigo
de conchinha.

Posted by ||Nat at 22:12:51 | Permalink | No Comments »

Monday, August 21, 2006

.

Q

uan

doenc

ontrara

mimfazfav

ordemechama

rpoisestouamin

haprocurafaztemp

o

.

Posted by ||Nat at 23:29:36 | Permalink | Comments (6)

Sunday, August 20, 2006

Hai Kai II

Hai Kai, cai no meu colo

que desconsolo

você tão longe assim…

Caia aqui ao meu lado

encostado no meu peito

feito ímã e ferro.

De que adianta tudo

se o principal,

(o que falta - faz mal!)

é você perto de mim?

Aqui está o Haiku:

 

 

 

 

Sol e música

Minha alma não esquece

Só falta você

 

Posted by ||Nat at 22:36:53 | Permalink | No Comments »

Hai Kai

Amado do lado

avesso - o fim

é o recomeço

Posted by ||Nat at 03:52:57 | Permalink | No Comments »

Saturday, August 19, 2006

Saudades

Enrosca na saia

Que desvario

que caiam teus olhos

no meu macio

robando teus beijos

beijando- o todo

eu sinto amor

dor, desejo, frio.

Saudades

minha metade está longe

Saudades

eu dou risada

Saudades

a gente se fala

Saudades

me surpreendo

Saudades

eu não aguento.

Saudades de você.

Volta logo.

Posted by ||Nat at 03:02:52 | Permalink | No Comments »

Sunday, August 13, 2006

Esqueça a rotina.

Acorde cedo num domingo qualquer,

com o amor deitado ao lado.

Veja a cidade acordando.

Faça uma loucura.

Beije, faça amor,abrace, ame.

Fuja de casa por um final de semana inteiro.

Carinhe.

Sorria.

Aproveite o tempo.

Mastigue, deguste,delicie-se com cada segundo.,

são deles que a memória se forma.

Prove a vida.

Prove à vida que você vale a pena.

Que o que quer vale a pena.

Corra riscos.

Viva.

Posted by ||Nat at 18:03:47 | Permalink | Comments (3)

Thursday, August 10, 2006

Eu não sofro

Com KY desliza mais fácil

Pode falar as suas besteiras

que eu gozo. Gozo fácil.

Com KY vai mais gostoso.

Pode ser grosso. Pode ser rude

que eu gozo. Gozo gostoso.

Eu engulo as tuas faltas

os teus furos, tuas pautas

eu engulo até a tua mão na minha cara.

Ah, eu engulo e nem digo: pára!

Com KY vai mais macio.

Pode ficar indiferente,

pode xingar horas a fio,

me joga na sarjeta

- eu gozo no meio fio.

Com KY rola mais fácil:

vem fácil, vai fácil.

fica fácil com KY.

Eu não te amo.

Isso você não vai gostar de ouvir.

Nem com KY.

Te usar foi muito fáci…

Mas prefiro meus dedos.

 

 

Sem KY.

 

Posted by ||Nat at 03:34:10 | Permalink | Comments (2)