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  <title>ensaio em cena</title>
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  <description>imitando a vida com a língua</description>
  <language>pt-PT</language>
  <pubDate>Wed, 17 Sep 2008 23:43:24 +0200</pubDate>
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   <description><img style="BORDER-RIGHT: #407f00 5px solid; BORDER-TOP: #407f00 5px solid; DISPLAY: block; MARGIN: 4px; BORDER-LEFT: #407f00 5px solid; WIDTH: 480px; BORDER-BOTTOM: #407f00 5px solid; HEIGHT: 640px" src="http://amadeo.blog.com/repository/339398/3473626.jpg" align="center" /></description>
   <author>||Nat</author>
   <pubDate>Wed, 03 Sep 2008 13:59:26 +0200</pubDate>
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   <description><p style="FONT-SIZE: 15px; FONT-FAMILY: Arial" align="center"><font face="Lucida Console" size="2"><strong><span style="FONT-SIZE: 25px; font-family: Arial Black;">Chega<br /></span></strong><br />
Chega de regras. De ficar pregada em uma cela, chega de achar que nunca poderei tocar as estrelas. Chega de chagas, de feridas mal curadas, de furos sem desculpa, de atraso raso, de ficar achando que não é nada. Chega de chorar, está mais do que na hora de chacoalhar a poeira, ficar meio sem eira nem beira, de me jogar. Chega de estrada perfeita, eu quero é uma casa pra poder voltar todo dia. Chega, chega de adiar. Felicidade não se adia, felicidade é hoje. Felicidade nem mesmo se busca, é uma coisa brusca que vem sem a gente chamar. Chega de mim. Chega aqui, me abraça, me beija, eu tô afim de ser sua eterna companheira. Vem, vamos tomar uma breja, ouvir Boris Brejcha, virar os olhos, vamos viver o que é nosso, fazer uma festa na banheira. Chega mais perto, você é o que é certo na minha vida, chega em mim e não pense mais na partida: eu não quero mais ir. Vem, vamos fazer um filho, vamos acertar os trilhos, vamos esquecer o orgulho, vamos mandar o mundo pro caralho, vamos trocar alhos por bugalhos, vamos ser falhos, livres, vamos encontrar nossos atalhos, juntar nossos retalhos. Venha, me dê a mão, me tira da escuridão, me deixa clichê, me leva pro auê, eu amo você, e seu apelido daria uma rima bonitinha aqui,sim, mas vamos deixar assim. Aqui caberia um fim. Eu estou me corrigindo, ou me desconcertando toda pra estar cada vez mais certa de mim mesma. Chega de chatice, de mesmice, de babaquice, de cretinice, de não saber quem sou, de soar esquisita, de viver aflita. Existir é pouco, eu quero mais, quero te deixar rouco, quero te deixar louco, virar dos avessos, dividir travesseiro, eu quero mais: eu quero o mundo inteiro. O mundo inteiro com você.</font></p></description>
   <author>||Nat</author>
   <pubDate>Tue, 02 Sep 2008 15:04:39 +0200</pubDate>
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   <description><p><span style="FONT-SIZE: 31px; COLOR: #ffffff; FONT-FAMILY: Arial Black">Pureza é pura vaidade.</span></p></description>
   <author>||Nat</author>
   <pubDate>Tue, 02 Sep 2008 14:59:15 +0200</pubDate>
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   <description><div style="text-align: center"><span style="font-size: 12px"><font face="Arial"><strong><span style="font-size: 12px"><font face="Arial"><strong><font size="3">ela<br /></font><br />
não me leve a sério<br />
minha&#160;poesia não tem<br />
critério<br />
mistério<br />
melodia<br />
&#160;<br />
às vezes é omissa<br />
às vezes transpassa<br />
às vezes enguiça<br />
&#160;<br />
não se ocupa<br />
com nada além<br />
de culpas e desejos<br />
fracassos e fraquejos<br />
&#160;<br />
ela é puro descaso<br />
me rompe a casca<br />
me vaza, me nasce<br />
me deixa ao acaso<br />
&#160;<br />
mas está sempre ali<br />
à&#160;beira de mim<br />
e&#160;da loucura<br />
[companheira]<br />
&#160;<br />
se aviva quando ganho<br />
um pouco mais de mim<br />
é&#160;é a cura quando eu perco<br />
as estribeiras</strong></font></span><span style="font-size: 12px"><font face="Verdana, Helvetica, Arial"><br /></font></span><br /></strong></font></span></div></description>
   <author>||Nat</author>
   <pubDate>Fri, 25 Jul 2008 14:44:23 +0200</pubDate>
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