Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Fiz um verso raso
Nada raro
Com tamanho
Despreparo
Só pra dizer
Que não sei rimar
 
Quem se importa?
A vida anda mesmo
Tão torta
Que ninguém vai reparar
Escrito por ||Nat em 12:04:51 | Link permanente | Comments (1) |

Nasci em cacos
Ou quebrei pelo caminho
Desde a infância
Cheia de ânsia
Sigo colando os fatos
Vejo fotos, ganho afetos
Não sei minha forma final
Só sei que sou de pedaços
Que às vezes parecem de aço
Às vezes um fraco bagaço
 
Mas não faz mal
Que eu seja assim
Em cada partícula
Sou inteira
Em cada princípio
Sou um meio
Para um fim


 
Escrito por ||Nat em 12:04:15 | Link permanente | Comments (0) |

Minha vida é
De ligar os pontos


                                                                                                Uns tão distantes


Dos outros
Que cansa muito fazer a linha
Minha vida é tão minha
Minha vida é este instante
 
Diante do papel
Sou criança
Em cada linha mal-traçada
Encontro comigo
Vou rabiscando
E nem tento não errar
Só me atento aos rabiscos
A figura vai surgindo
Não sei onde vai parar

Escrito por ||Nat em 12:03:07 | Link permanente | Comments (0) |

Onde vou parar
Eu não sei
Não quero pensar em parar
Quero seguir
Até ver o mar
Quero me diluir
No seu olhar
Eu não quero parar pra pensar
Quero descobrir
Onde vou chegar
Sem medo de ir
Com coragem pra voltar
Onde vou parar
Eu não sei


E em não saber
Está a graça
De viver
Escrito por ||Nat em 12:01:45 | Link permanente | Comments (0) |